Banjul é um dos melhores exemplos da África urbana. As ruas cobertas de areia acolhem mercados coloridos e edifícios coloniais em tons desbotados, e um sentido de história permeia cada bairro. A capital da Gâmbia pode ser uma das cidades mais pequenas de África, mas possui uma personalidade marcante que não é esquecida facilmente pelos viajantes.
O Royal Albert Market é o coração vibrante de Banjul. Com o nome do marido da Rainha Vitória, o mercado é um vasto empório que ganha vida com aromas intensos, cenas animadas e o burburinho de compradores e vendedores a regatear preços de tudo, desde tecidos vívidos e cintilantes e joalharia de prata brilhante até produtos frescos e os mais recentes artigos eletrónicos. Repleto de gente, o labirinto de ruelas do mercado é um excelente local para mergulhar na cultura gambiana. Os visitantes não devem hesitar em regatear; a maioria dos artigos pode ser adquirida por apenas metade do preço pedido!
O Museu Nacional oferece uma boa introdução à história do país. A vasta gama de exposições abrange desde o comércio transariano medieval até, curiosamente, o vestido que a rainha da beleza Miss Gambia usou em 1984. A exposição poeirenta de fotografias, mapas e documentos que detalham a história colonial da Gâmbia e a luta pela independência é a mostra mais interessante.
Construído em celebração do golpe militar de 1994, o Arch 22 é o edifício mais alto do país. A entrada, desenhada por senegaleses, contém um pequeno museu sobre o golpe de Estado e um café acolhedor, mas o verdadeiro atrativo é a vista a partir das varandas do último piso.
Mesmo fora da cidade encontra-se o Tanbi Wetland Complex, estabelecido em 2001 como uma área de vida selvagem protegida que abrange mais de 4.500 hectares. Quase 80 por cento da reserva é composta por numerosas espécies de mangais, mas a vegetação natural também inclui sapais, zonas de pastagens e planícies áridas. Riachos de maré e lagoas atravessam a reserva num padrão de mosaico, e os habitantes locais aproveitam bem a água para a pesca de camarão, a apanha de ostras e o cultivo de arroz. A vida selvagem abunda por todo o local, incluindo crocodilos, lagartos, pequenos macacos, peixes-boi e mais de 360 espécies de aves. A melhor forma de observar estas criaturas e explorar as zonas húmidas é contratar um guia local no centro de Banjul.
Os visitantes também podem ver de perto os crocodilos de Banjul no Kachikally Museum and Crocodile Pool, utilizado pelos habitantes locais para rituais de fertilidade. Cerca de 80 crocodilos-do-nilo habitam a lagoa, e alguns têm permissão para circular livremente pelo recinto. Os visitantes podem até tocar em algumas das criaturas e mergulhar os pés nas águas sagradas mediante o pagamento de uma pequena taxa.
Uma forma menos cansativa de experienciar a natureza de Banjul é embarcar numa piroga, um barco de madeira tradicional. As pirogas alinham-se ao longo da costa atlântica e de Oyster Creek, ladeado por mangais, e a maioria dos barqueiros tem todo o gosto em partilhar o seu espaço com turistas. O passeio tranquilo pelo rio ou pela costa é uma oportunidade maravilhosa para a observação de aves.
Passe as suas noites em Banjul a deliciar-se com peixe grelhado num bar de praia, a bebericar sumos de fruta acabados de espremer em cafés intimistas ou a jogar no casino da cidade. A maioria dos restaurantes e bares da capital é acessível e, embora não existam muitas discotecas, o ambiente onde quer que esteja será animado, amigável e acolhedor.