Fort-de-France é a atraente capital da Martinica e uma verdadeira cidade portuária. A melhor forma de chegar à cidade é de ferry, sendo recebido por um panorama pitoresco do Forte Saint-Louis, que vigia as baías de Carenage e Flamands. Reserve algum tempo para passear pelos locais históricos e pelas ruas estreitas ladeadas por edifícios coloridos. Absorva os aromas, sabores e cores no mercado e desfrute do seu tempo na cidade mais cosmopolita das Antilhas Francesas.
Um passeio pelo bairro histórico da capital revelará vários edifícios coloniais encantadores e casas tradicionais de madeira. Procure o elegante Pavillon Bougenot, construído em 1887, e a Maison Saint Cyr, na Rue Victor-Hugo. O relaxante Jardin de la Savane é o coração do bairro e o local perfeito para descansar após explorar a zona.
A impressionante Biblioteca Schoelcher é um dos edifícios mais distintos da ilha. Construído em Paris em 1887 por Henri Picq, o edifício foi desmontado e recriado em Fort-de-France seis anos mais tarde. O design gracioso destaca uma notável variedade de inspirações, desde as eras egípcia-bizantina e Art Nouveau até à estrutura metálica encontrada na Torre Eiffel. No interior, encontram-se mais de 300 000 obras doadas por Schoelcher, e os visitantes podem consultar um terço da coleção.
Picq também projetou a Catedral de Saint-Louis. Construída em 1895, a torre de 58 metros de altura do edifício pode ser vista por toda a Fort-de-France. A igreja original de Saint-Louis foi vítima de um incêndio e de um terramoto, pelo que Picq construiu a segunda reencarnação com uma estrutura metálica robusta, capaz de resistir a tais desastres naturais. Atravesse o limiar para admirar o interior luminoso e perfeitamente proporcionado, que inclui um púlpito e um altar do final do século XIX.
Para compreender melhor a história e a cultura da ilha, passe uma tarde a explorar o Museu Regional de Etnografia e História. Instalado numa bela residência colonial, o museu oferece uma visão sobre o quotidiano dos habitantes da Martinica no final do século XIX. O destaque da coleção inclui vestidos das Antilhas criados em cetim e madras.
Um dos pedaços de terra mais bonitos de toda a Martinica é o Jardim de Balata. Jean-Philippe Thoze passou mais de duas décadas a colecionar plantas tropicais raras para o jardim e, hoje, o espaço prospera com orquídeas, helicónias, gengibre, bromélias e begónias. A vegetação densa serve de pano de fundo para os salpicos de cor viva e, juntos, pintam um quadro vívido da natureza tropical. O canto doce das aves nativas enche o ar, e é frequente avistarem-se beija-flores a beber o néctar das flores.
Para uma vista aérea do jardim, percorra a Route de la Trace, um trilho sinuoso que se estende da capital até à encantadora aldeia de L'Ajoupa-Bouillon. Além de oferecer vistas incríveis do jardim, o trilho proporciona também vistas panorâmicas da paisagem montanhosa, da vegetação luxuriante e das aldeias pitorescas.
As Caraíbas são conhecidas pelo seu rum, e a Martinica não é exceção. A destilaria Dillon, em Fort-de-France, é uma visita obrigatória para qualquer pessoa interessada na produção e prova de rum. Vários tipos de rum vintage e branco são produzidos no local, e os moinhos que preparam a cana-de-açúcar ainda são movidos por uma máquina a vapor de 1922. O final de uma visita à destilaria é uma prova de rum agrícola com denominação de origem, um verdadeiro prazer das Caraíbas.